Para quem tiver a oportunidade e os meios para a visitar. Claro...
Gente acolhedora, ritmo calmo (suspeito mesmo que seja um ritmo de "férias todo o ano"), organização, limpeza, boa comida, uma carne excelente, e muita beleza sub-tropical. Em particular, os apreciadores de flores não ficarão de certeza desapontados!


Por outro lado, os amantes de espaços mais selvagens e menos marcados pela presença do homem não deverão ter ilusões quanto à Madeira. A ilha é, ao detalhe, preparada para o turista:
A parede de hotéis na parte ocidental do Funchal que retira ao transeunte vulgar a vista do mar.

Os teleféricos e as grutas em São Vicente com fotógrafo oficial que regista, a troco de módica quantia, a aventura do turista. O concurso internacional de fogo de artifício na baia do Funchal (terá sido por causa do Dia da Autonomia?). O grupo folclórico na piscina do hotel.

Nada é ao acaso!
Infelizmente aqui e ali o olho treinado também pode perceber alguma pobreza, nalguns casos franca. Talvez inevitável considerando os recursos da ilha. Fiquei na dúvida se seriam restos do subdesenvolvimento passado, como disse o motorista que nos levou até ao hotel, ou o sintoma de um problema crónico.
Não quero tiradas demagógicas, só refiro isto aqui - ingénuo que sou - porque me incomodou representar durante uns dias como figurante num cenário de beleza e conforto, por vezes, opulentos ao mesmo tempo que percebo uma realidade bem menos amena por trás do pano. Ingénuo...
Em todo o caso é de justiça falar no enorme esforço de desenvolvimento visível pelos sítios onde passámos. Os melhores símbolos desse esforço são, na minha opinião, as dezenas de quilómetros túneis que atravessam a ilha. Pelo menos nesses túneis está bem visível uma parte do orçamento de estado dedicado à Madeira. Neste ponto fiquei, se não satisfeito, pelo menos com algum consolo. Estás (quase) perdoado Alberto.
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